Representantes do livro e leitura, que trabalham conosco por políticas públicas da área, foram eleitos para compor conselhos de cultura no âmbito do Estado do Rio e do município de Nova Iguaçu. Nos mobilizamos para garantir a presença deles nesses espaços porque entendemos que a sociedade precisa estar efetivamente representada nos conselhos. Os conselhos cumprem um papel de controle social e de garantia do cumprimento das políticas públicas pelas quais tanto nos mobilizamos e que precisam sair do campo das intenções do poder executivo.


Conselho Municipal de Políticas Culturais - CMPC

Foto: Facebook do Conselho Municipal de Políticas Culturais de
Nova Iguaçu
Em janeiro deste ano comemoramos aqui no blog a eleição de um grupo representativo da cultura de Nova Iguaçu para o Conselho Municipal de Políticas Culturais, realizada na Conferência Municipal de Cultura. Nossa alegria durou pouco, pois em abril a Secretaria Municipal de Cultura 'invalidou' aquela eleição justificando-se com um parecer jurídico da procuradoria do município que apontou "vícios processuais". Marcada nova Conferência, desta vez com inscrição virtual e entrega antecipada de documentação, a Baixada Literária se mobilizou para inscrever seus mediadores e leitores, como havia feito antes. Infelizmente, outros coletivos e grupos culturais não tiveram a mesma preocupação. Como resultado, o conselho ficou limitado em relação à diversidade cultural da cidade e, refletindo nossa mobilização, com boa representação da nossa área de atuação. 
O CMPC de Nova Iguaçu, no qual nossos representantes assumiram a vice-presidência (Natália Reis) e a secretaria geral (Mônica Verdam), têm vários desafios pela frente. Dentre eles, garantir espaço para o desenvolvimento de todas as expressões culturais de nossa cidade, conhecer a fundo o Sistema Municipal de Cultura (Lei 4563/2015), aprovado pela Câmara Municipal, fazer o conselho funcionar de forma democrática e transparente, mobilizar os agentes culturais para a construção do Plano Municipal de Cultura de Nova Iguaçu e garantir o cumprimento do Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas.

Conselho Estadual de Políticas Culturais - CEPC

Carla Silva participou da construção do PMLLLB
de Nova Iguaçu 
Também no âmbito estadual, conseguimos uma vitória com a eleição de um representante do segmento de literatura que também faz parte de nossa história de lutas. Com nossa mobilização elegemos Carla Meri da Silva na eleição virtual como conselheira efetiva. O CEPC tomou posse em final de maio e Carlinha foi escolhida para fazer o discurso em nome dos eleitos da sociedade civil. O CEPC tem 32 conselheiros e o grande desafio de colocar em prática o Plano Estadual de Cultura, garantindo recursos e apoio para os diversos segmentos culturais, atendendo as diferentes regiões do Estado.
Sabemos o quanto é desgastante e cansativa essa 'peleja' com o poder público para fazer valer as políticas culturais que interessam a toda a sociedade. Mas ela é ainda mais difícil se não ocuparmos os espaços que existem e foram duramente conquistados. Quem faz cultura, representa e mobiliza seu público tem o direito e o dever de ser ouvido. Vamos participar e ocupar esses espaços!



Elas por Elas! Esse foi o nome que batizou o primeiro Sarau da Baixada Literária que passa a ser uma atividade cultural regular da Rede. Esta primeira edição teve como tema a força e o poder da mulher, em apoio à luta contra a violência, a repressão e a desigualdade que ainda marcam as questões de gênero no país.

O palco do Laboratório Cultural foi o espaço escolhido para a leitura de poemas de mulheres ou para mulheres e todos os presentes participaram. Nossa convidada especial foi a poeta iguaçuana Joana Ribeiro, autora do blog "O cafezinho da tarde". E tivemos a grata surpresa de conhecer outra poeta iguaçuana, Emanuelle Bartolomeu, que leu trechos de seu livro "Dito e Feito" e de ouvir interpretações musicais (à capela) de arrepiar da jovem Josy de Paula, outra iguaçuana poderosa!
Os saraus do Baixada Literária irão acontecer a cada dois meses, alternando-se pelas bibliotecas da rede. O próximo será em agosto. 

Emanuelle Bartolomeu, escritora e Natália Reis, Baixada Literária





















Joana Ribeiro, nossa poeta convidada

Claudinah Oliveira (Fórum Cultural da Baixada Fluminense)

Fernando (Laboratório Cultural)

Vereador Ferreirinha (Comissão de Educação e
Cultura da Câmara Municipal de N. Iguaçu)

Daiane (Laboratório Cultural)

Josy de Paula

Natália Cabral 

Leonardo (BC Ziraldo)


Valéria (BC Paulo Freire)

Claudia (BC Mágica)



















Equipe poética da Baixada Literária 




Qual o seu lugar no mundo?


Um novo ciclo de trabalho começou para nossa rede de bibliotecas, com o ingresso de três instituições ao Baixada Literária. Mais do que aumentar o número de espaços de leitura organizados coletivamente estamos recebendo grupos com experiências diversas que vão somar e contribuir para ampliação do acesso à leitura literária na Baixada Fluminense. As novas bibliotecas estão localizadas em três instituições de Nova Iguaçu: um espaço de arte e cultura, uma associação de moradores e um centro social e filantrópico.
O Laboratório Cultural, no bairro de Califórnia, é um espaço multicultural que tem teatro, galeria de artes e espaço de leitura. Abriga um grupo de animadores culturais e artistas que se dedicam ao ensino e prática de teatro e artes plásticas. No local há uma boa infraestrutura para apresentação de peças e exposição, além de uma sala de leitura, muito bem decorada e colorida, a biblioteca Laboratório Literário, com um bom acervo de livros de arte.
A Associação de Moradores de Cerâmica 2 abriga uma biblioteca com grande acervo, que foi bastante frequentada pelos moradores do bairro de Cerâmica, mas nos últimos anos perdeu seu público por falta de pessoal para manter o espaço aberto e dinamizado. Agora com uma nova profissional e o apoio da equipe da Baixada Literária, a Biblioteca Olhar Cultural ganha novos ares e pode voltar a atender com regularidade.
No Jardim Esplanada, o Centro Social N. Sª das Graças, mantido por irmãs da ordem de S. Vicente, faz um importante trabalho educacional atendendo crianças do bairro no contraturno escolar. Em um amplo e bonito espaço cheio de árvores, elas podem brincar e aprender, usufruindo da brinquedoteca e da Biblioteca Ciranda Vicentina.
Recebendo essas três novas experiências de trabalho e de atividades na área comunitária, de cultura e de educação, a rede Baixada Literária se fortalece para continuar a espalhar leitura literária pela Baixada e reforça nossa capacidade de lutar pela consolidação de políticas públicas do livro e leitura, já conquistadas em nosso município (PMLLLB), mas ainda não implantadas. Contamos ainda com mais um ciclo da valiosa parceria do Programa Prazer em Ler, do Instituto C&A, com o qual renovamos projeto de financiamento.
Esses 3 novos espaços de leitura se somam a outras 5 bibliotecas comunitárias da rede: Ziraldo (Nova Brasília), Mágica (Bairro de Maio), Paulo Freire (Rancho Fundo), Thalita Rebouças (Bairro Amaral) e Profª. Judith Lacaz (Ponto Chic).
Como em todos os momentos de mudança, também tivemos perdas. Infelizmente, a Biblioteca Comunitária Nossa Casa, mantida pelo Centro Cultural Nossa Casa, de São João de Meriti, deixou a rede. Também ficamos sem algumas valorosas pessoas que foram trilhar novos desafios e seguir outros caminhos. Mas o que conta é que cada um deixou registrada sua contribuição e irá ficar com a energia da Baixada Literária para sempre em suas vidas.
Teatro, arte e leitura no Laboratório Cultural

Biblioteca voltará a atender comunidade da Cerâmica

Espaço verde e agradável para brincar e ler no Jardim Esplanada